11 de março de 2010

GUANO SPELEO UFMG é assunto na SBE Notícias!

É com grande satisfação que informamos sobre a divulgação, em primeira página, do Ano 5, No. 151 - 11/03/2010 no SBE Notícias, da primeira etapa do projeto Parque Estadual do Sumidouro - MG, realizado pelo Guano Speleo UFMG em Janeiro de 2010.
Os membros: Fernanda Macedo (Mestre em Geografia e Presidente do Guano Speleo UFMG), Karina Freitas (Estudante de Geografia e Análise Ambiental e secretária do Guano Speleo UFMG), Adriano Fernandes (Estudante de Biologia), Dariene Ornelas(Estudante de Direito), Laisla Pacheco (Graduada em Geografia), Luciano Faria (Mestre em Química), Monica Correa (Graduada em Ecologia), Marcos Tito 
(Graduado em Biologia), Luana da Silva e Paulo Peixoto (Bancário), participaram da primeira etapa do Projeto com o apoio da Geosphera, do IEF, dos condutores do Parque e dos moradores da região e alguns deles relatam suas experiências no Sumidouro:


Karina Freitas
Estudante de Geografia e Análise Ambiental na UNI-BH, Primeira Secretária do Guano Speleo UFMG e membro há mais de dois anos.
"A criação do parque Estadual do Sumidouro foi fundamental para proteger pelo menos uma parte do rico patrimônio natural e cultural que vem sofrendo a pressão de desenvolvimento e expansão do vetor norte."

Adriano Fernandes
Estudante de Biologia na Pontífica Universidade Católica de Minas Gerais e membro do Guano Speleo UFMG. 
O Parque do Sumidouro tem um enorme potencial espeleológico, mas, em relação à quantidade de cavernasque se estima existir, conhece-se apenas uma parcela. Pois, se por um lado há áreas relativamente exploradas, por outro, muitas áreas, de inquestionável importância, continuam desconhecidas por completo. 
A descrição sumária da fauna existente em uma caverna encontrada é de fundamental importância, contudo, o acompanhamento biológico com enfoques específicos deve ser mais criteriosamente desenvolvido na região. 
Uma atenção especial é voltada para a presença de vestígios arqueológicos e paleontológicos nos abrigos sob rocha ou cavernas. As equipes de prospecção e exploração espeleológicas são privilegiadas com o alcance e penetração que realizam em seus trabalhos de campo, nas mais inóspitas regiões que compreendem o Parque do Sumidouro. Por se tratar de um local abundante desses achados, são alcançados lugares muito pouco ou nada modificados pelo homem ali, buscando assim, a nossa equipe funcionar como filtro identificador de novos sítios, abrigos e cavidades desconhecidas nesse trabalho.

Luciano Faria
Mestre em Química pela UFMG, atualmente, professor da Newton Paiva, CEFET e do Colégio Padre Eustáquio. Membro do Guano Speleo UFMG há 10 anos. 
“Acho que trabalhar com a implantação do parque é sempre pensar em trabalhar com redescobertas, por diversos motivos. O primeiro é que, por ser muito dinâmico, o carste é sempre um ambiente diferente a cada visita ou a cada jornada. É redescobrir ainda a espeleologia com as diferentes visões de um grupo interdisciplinar como o Guano (biólogos, geógrafos, químicos...) que sempre chamam a atenção para um detalhe que poderia passar despercebido. É ainda a possibilidade de encontrar-se com passados remotos anteriores a Lund e com promessas futuras de educadores ambientais.” 

Monica Correia
Recente membro do Guano Speleo UFMG, graduada em Ecologia pelo Centro Universitário 
de Belo Horizonte – UNIBH, Pós-Graduanda em Análise Ambiental na Una e cursando algumas matérias 
isoladas na UFMG. 
“Sempre gostei da área ambiental e quando conheci a ecologia, me apaixonei! 
Com a realização do Projeto Parque Estadual do Sumidouro em campo, foi possível conhecer e efetuar o aprendizado durante o curso ministrado pelo professor Luciano, bem como observar a dimensão, atualização de dados já registrados, falta de levantamentos concretos ou interesse voltado a esse ambiente, assim como a importância de realizar estudos e diagnósticos a fim de manter a prática de conservação nesse ambiente onde se observa uma rica biodiversidade. 
Agradeço a todos que de alguma forma me ajudaram e me acolheram com muito carinho. Fernanda que acreditou que eu poderia ser capaz e me deu essa chance. Luana que amei rever e todos os outros do grupo e do parque que foram gentis e, o professor Luciano, que foi o grande incentivador de tudo. Se eu fui capaz, foi por que ele me fez ver que é possível tentar fazer o diferente. 
Pessoalmente, imaginei que não seria capaz de tal trabalho devido à falta desse conhecimento, de como proceder em levantamentos desse porte, de trabalhar com pessoas até então diferentes, mesmo sabendo que o trabalho seria direcionado a um resultado em comum. Foi aí, nesse momento, que percebi que realmente queria e poderia encarar o trabalho na semana do projeto junto ao Guano. “ 
Mais notícias sobre esse projeto clique aqui.

O Guano Speleo UFMG foi fundado há 15 anos e vem se atualizando progressivamente, destacando-se pelo seu diversificado grupo de pesquisadores, além de vir, continuamente, conquistando o seu espaço na Espeleologia. Com o destaque para o remapeamento das quase "Sumidas do Sumidouro".

A publicação desse artigo na Sbe Notícias é a maior prova de reconhecimento do nosso trabalho, do suado desempenho dos "guaneiros" e da nossa principal preocupação com os variados tipos de destruição do mundo subterrâneo e, é claro, da nossa paixão à Espeleologia.
A instituição não possui fins lucrativos. Todos os lucros adquiridos com os cursos de introdução à Espeleologia e patrocínios temporários (importante sufrágio, por sinal) são, plenamente, revertidos para atividades espeleológicas.

Mais uma vez, e com imensa alegria, parabenizo o grupo de extensão Guano Speleo UFMG, ao qual também faço parte, por essa grande empreitada. E que nos cheguem mais oportunidades porque estaremos sempre prontos e de portas abertas para trabalhar em prol do ensino, da conservação e da pesquisa!
Texto publicado por Érika Castro/Guano Speleo UFMG.



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Um comentário:

Alexandre disse...

Bah! Que bacana! Esse post ficou show!
Parabéns galera!