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15 de abril de 2015

DNA mais antigo de neandertal é encontrado em esqueleto descoberto em caverna na Itália

Cientistas encontraram o DNA de neandertal mais antigo de que se tem notícia, em um esqueleto achado em uma caverna na Itália. Foram necessários 20 anos para a equipe de pesquisadores identificar que o composto genético resgatado da ossada tem de 130 mil a 170 mil anos.

As ossadas foram encontradas intactas em meio a uma pilha de outros ossos e estavam preservados devido as condições do local. Inicialmente, os pesquisadores se mostraram receosos em retirar o esqueleto e acabar o danificando.

Crânio encontrado em meio a espeleotemas da caverna. 
Os cientistas desconfiam que o homem de Altamura caiu no poço da caverna e acabou morrendo de sede ou de fome. Os pesquisadores acreditam que serão capazes de sequenciar o DNA para descobrir mais sobre a evolução dos hominídeos através deste composto genético encontrado.




4 de março de 2015

I Semana de Arqueologia em Laranjeiras - Sergipe


A I Semana de Arqueologia da Cajufs – Vozes, memórias e materialidade: Laranjeiras por um outro ângulo é um evento realizado por estudantes da Universidade Federal de Sergipe e tem como temática principal a Arqueologia Pública. O objetivo é fomentar discussões e debates reforçando o caráter interdisciplinar da profissão. O evento é organizado pela CAJUFS, com apoio dos professores, do Museu Arqueológico do Xingó (MAX), da Colônia de Pescadores Z-14 e da Contextos Arqueologia.
CAJUFS
Consultoria Arqueológica Júnior da Universidade Federal de Sergipe (CAJUFS) é a primeira empresa júnior (EJ) de Arqueologia do Brasil. Fundada em 13 de maio de 2014 (mas com uma história que remete ao fim de 2012), conta com voluntários graduandos da UFS. A CAJUFS surgiu para que os estudantes tivessem a oportunidade de ter contato com a parte prática da profissão ainda durante a formação. Além da vivência em campo, a empresa também busca discutir as temáticas pertinentes à Arqueologia e promover o diálogo produtivo entre estudantes e profissionais da área, tanto da academia quanto do mercado.
Maiores informações no blog do evento: https://semanacajufs.wordpress.com

TJMG DETERMINA MEDIDAS PARA A IMPLANTAÇÃO FÁTICA DO PARQUE ESTADUAL DE CERCA GRANDE


Sítio arqueológico - Lapa da Cerra Grande, Matosinhos, Minas Gerais. 

Ação

Em agosto de 2013 o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) propôs Ação Civil Pública (ACP) contra o estado de Minas Gerais e contra o Instituto Estadual de Florestas (IEF) para que o Parque Estadual de Cerca Grande, situado no município de Matozinhos, fosse implantado de fato.

O parque foi criado pelo Decreto 45.398, de 14 de junho de 2010, com aproximadamente 135 hectares. O mesmo documento autorizou a desapropriação da área e determinou a implantação da unidade de conservação pelo IEF, com a criação do Conselho Consultivo no prazo de 180 dias. No entanto, segundo a ação, apesar das insistentes cobranças do MPMG, os réus ainda não realizaram a regularização fundiária da unidade de conservação, que também não conta com gerente e guarda-parques específicos para a área. 


Em vistoria realizada no local, no dia 5 de julho de 2013, promotores de Justiça – acompanhados da Polícia Ambiental, de técnicos do IEF, de arqueóloga colaboradora do Museu de História Natural da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e de historiadora do MPMG – constataram diversos danos e ameaças envolvendo os atributos naturais e culturais da unidade de conservação, entre os quais se destacam: pichações e vandalismos nos sítios arqueológicos e espeleológicos; fogueiras na base do paredão rochoso; manchas de sangue e de pêlos de gado impregnados nos paredões rochosos, além da presença de fezes de gado na área do parque.


Segundo os promotores de Justiça, “o Parque Estadual de Cerca Grande, até o momento, não tem seu Plano de Manejo aprovado, nem qualquer estrutura de visitação implantada, fazendo com que ele não passe, infelizmente, de um mero ‘parque de papel’. Entretanto, desde 2003, existe um Programa de Gestão Patrimonial do Sítio Arqueológico de Cerca Grande, elaborado criteriosamente como medida condicionante do licenciamento ambiental de uma empresa mineradora da região, devidamente aprovado pelos órgãos ambientais e pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que não foi executado pelo Estado”.
A ACP foi proposta pelos promotores de Justiça Tatiana Pereira, da Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente e do Patrimônio Cultural de Matozinhos; Carlos Eduardo Ferreira Pinto, coordenador das Promotorias de Justiça de Defesa do Meio Ambiente por Bacias Hidrográficas de Minas Gerais; Mauro da Fonseca Ellovitch, coordenador das Promotorias de Defesa do Meio Ambiente das Bacias dos Rios das Velhas e Paraopeba), e Marcos Paulo de Souza Miranda, coordenador da Promotoria Estadual de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico de Minas Gerais.

Pedidos
A ação requereu  a concessão de tutela antecipada, com imposição de multa diária de R$ 50 mil, determinando aos réus, no prazo de noventa dias: a designação de um gerente e quatro guarda-parques para atuação exclusiva no Parque Estadual de Cerca Grande; a eleição e posse do Conselho Consultivo do Parque; a disponibilização de pelo menos dois veículos novos, preferencialmente tracionados, para realização de vistorias e vigilância.


No mérito, a ACP pediu a condenação dos réus para que: adotem todas as providências administrativas e/ou judiciais objetivando a regularização fundiária integral do Parque Estadual de Cerca Grande; elaborem e editem o Plano de Manejo do Parque, incluindo medidas com a finalidade de promover sua integração à vida econômica e social das comunidades vizinhas, assegurada a ampla participação da população residente, inclusive mediante realização de audiências públicas; implantem os programas de gestão, conservação, visitação e preservação dos atributos naturais e culturais; disponibilizem e implantem infraestrutura integral para o funcionamento efetivo do Parque Estadual de Cerca Grande.


Relevância
O sítio arqueológico e espeleológico de Cerca Grande foi descrito por Peter Lund (1801-1880) em um dos seus mais notáveis escritos, o qual evidenciava a beleza cênica e a exuberância da paisagem cárstica por ele estudada. Contemplando a Lapa de Cerca Grande, o naturalista dinamarquês afirmou que julgava ter diante de si “as ruínas de um vetusto palácio de gigantes”. Andreas Brandt (1792-1862), desenhista norueguês que acompanhou Peter Lund em suas expedições pela região cárstica de Lagoa Santa, retratou a paisagem do maciço de Cerca Grande, bem como os trabalhos desenvolvidos no local, por meio de imagens que se tornaram célebres na iconografia da região. 

Em 1962 o Sítio Arqueológico de Cerca Grande foi tombado em nível federal, constituindo-se, deste modo, no único sítio mineiro a contar com esse tipo de proteção. Na década de 1970, a Missão Arqueológica Franco-Brasileira desenvolveu trabalhos na região de Lagoa Santa, prospectando diversas grutas e abrigos. Durante esses trabalhos, as pinturas rupestres de Cerca Grande foram reproduzidas em microfichas.  Sabe-se que vários esqueletos foram retirados nas pequenas áreas escavadas da Lapa Mortuária de Cerca Grande. As sepulturas mais antigas foram encontradas em níveis datados em cerca de 10 mil anos, um dos mais antigos do Brasil.

Decisão do TJMG

Segundo decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais publicada no último dia 12 de fevereiro, os Desembargadores Jair Varão, Baía Borges e Albergaria Costa negaram provimento  ao recurso interposto pelo  Estado de Minas Gerais  e  pelo Instituto Estadual de Florestas e determinaram  medidas para a efetiva implantação do Parque Estadual de Cerca Grande, em Matozinhos, consistentes em: a) a designação, no prazo de 90 (noventa) dias, de um gerente e quatro guarda-parques para atuação exclusiva no Parque Estadual de Cerca Grande; b) a eleição e posse do Conselho Consultivo do Parque Estadual de Cerca Grande, no prazo de 90 (noventa) dias; c) a disponibilização ao Parque Estadual de Cerca Grande, no prazo de 90 (noventa) dias, de pelo menos 02 (dois) veículos novos, preferencialmente tracionados, para realização de vistorias e vigilância; e d) a remessa bimestral àquele Juízo de todas as atas do Conselho Gestor, pareceres técnicos, autos de fiscalização e infração, relatórios e manifestações relacionadas à implantação e/ou funcionamento do Parque Estadual de Cerca Grande. 

Segundo consignou o TJMG:

É dever constitucional do Estado a definição de espaços territoriais e seus componentes a serem especialmente protegidos, consoante se extrai do já citado art. 225, §1º, III, CR/88. Não basta a mera definição, mas sim uma atuação eficiente no sentido de concretizar a disposição constitucional.

Não é, como alega o recorrente, uma mera faculdade ou uma questão a ser submetida a seu juízo de oportunidade ou conveniência, sendo certo que "os juízes e Tribunais não podem demitir-se do gravíssimo encargo de tornar efetivas as determinações constantes do texto constitucional, inclusive aquelas fundadas em normas de conteúdo programático" (RTJ 164/158-161, Rel. Min. CELSO DE MELLO).

9 de junho de 2012

IV Reunião da Associação Brasileira de Arte Rupestre – ABAR na Bahia



Por Anderson Silveira
Publicado em 21/5/2012
A Associação Brasileira de Arte Rupestre realizará seu quarto encontro na cidade de Salvador da Bahia, entre os dias 30 e 31 de agosto de 2012. Este evento estará aberto aos seus membros associados e a todos os pesquisadores, professores e estudantes interessados no estudo, na preservação e na gestão dos sítios de arte rupestre.
Com o tema focal "Atualidade dos estudos de arte rupestre" pretende-se abordar 3 linhas temáticas que dizem respeito às novas concepções sobre os grafismos rupestres, às questões de caráter metodológico e, por último, à gestão do patrimônio arqueológico de pinturas e gravuras rupestres. Com este objetivo foram delineados 3 sub-temas, dentre os quais serão apresentados palestras, mesas redondas, comunicações e painéis. Os sub-temas são:

1- A relação idéia-imagem na formulação de linguagens gráficas rupestres

2- Pontos referenciais e novas tecnologias no registro e na conservação de sítios arqueológicos com grafismos rupestres

3- Experiências e perspectivas na gestão do patrimônio rupestre

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Fonte: http://www.bahiarqueologica.com/

6 de junho de 2012

VII Workshop Arqueológico de Xingó (MAX/UFS), II Ciclo Internacional de Simpósios Temáticos e a II Reunião da Sociedade de Arqueologia Brasileira (SAB)-Núcleo Regional Nordeste



Publicado em Junho 1, 2012
O Museu de Arqueologia de Xingó (MAX), órgão suplementar da Universidade Federal de Sergipe (UFS), oferece ao público a programação para o VII Workshop Arqueológico de Xingó (MAX/UFS), II Ciclo Internacional de Simpósios Temáticos e a II Reunião da Sociedade de Arqueologia Brasileira (SAB)-Núcleo Regional Nordeste, sob a temática “Por uma Arqueologia Interdisciplinar e com Responsabilidade Social”, a ser realizado nos Campi de São Cristóvão e Laranjeiras da Universidade Federal de Sergipe (UFS), no período de 15 a 20 de Outubro de 2012, onde serão oferecidas atividades acadêmicas, científicas e Culturais.
Inscrições: http://workshopxingo.wordpress.com/

5 de junho de 2012

Arqueólogo e antropólogo da USP conta como formulou uma teoria sobre a chegada do homem às Américas

Walter Neves: o pai de Luzia
MARCOS PIVETTA e RICARDO ZORZETTO | Edição 195 - Maio de 2012
Fonte: http://revistapesquisa.fapesp.br 

Ele é o pai de Luzia, um crânio humano de 11 mil anos, o mais antigo até agora encontrado nas Américas, que pertenceu a um extinto povo de caçadores-coletores da região de Lagoa Santa, nos arredores de Belo Horizonte. O arqueólogo e antropólogo Walter Neves, coordenador do Laboratório de Estudos Evolutivos Humanos do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP), não foi o responsável por ter resgatado esse antigo esqueleto de um sítio pré-histórico, mas foi graças a seus estudos que Luzia, assim batizada por ele, tornou-se o símbolo de sua polêmica teoria de povoamento das Américas: o modelo dos dois componentes biológicos. Formulada há mais de duas décadas, a teoria advoga que nosso continente foi colonizado por duas levas de Homo sapiens vindas da Ásia. A primeira onda migratória teria ocorrido há uns 14 mil anos e fora composta por indivíduos parecidos com Luzia, com morfologia não mongoloide, semelhante à dos atuais australianos e africanos, mas que não deixaram descendentes. A segunda leva teria entrado aqui há uns 12 mil anos e seus membros apresentavam o tipo físico característico dos asiáticos, dos quais os índios modernos derivam. Nesta entrevista, Neves, um cientista tão aguerrido como popular, que gosta de uma boa briga acadêmica, fala de Luzia e de sua carreira. LEIA MAIS...


5 de janeiro de 2011

Restos de 400 mil anos do Homo sapiens são descobertos em Israel

Enviado por Fabrício Muniz - Gunao Speleo UFMG.


JERUSALÉM — Restos do Homo sapiens de 400.000 anos, ou seja, 200.000 anos a mais do que os conhecidos, foram descobertos em Israel, anunciou nesta terça-feira o responsável pelas escavações do Instituto de Estudos Arqueológicos da Universidade de Tel-Aviv, Avi Gopher.
"Descobrimos numa gruta situada a leste de Tel-Aviv oito dentes que poderiam representar os primeiros traços do Homo sapiens", afirmou Gopher à AFP.
"A análise de estalagmites e estalactites, assim como outros materiais descobertos no local, indicam que esta caverna começou a ser utilizada há 400.000 anos", explicou.
"Os dentes encontrados na gruta Qessem estavam espalhados entre as diversas camadas da caverna, alguns remontando a 200.000 anos, e os mais antigos, a 400.000 anos", acrescentou Gopher.
"Até o momento, ficou estabelecido que os traços mais antigos do Homo sapiens que conhecemos estavam no leste da África, datando de 200.000 anos, ou um pouco menos", destacou.
Gopher precisou que um primeiro dente havia sido encontrado em 2006 na caverna Qessem, mas seus colegas e ele próprio preferiram continuar a escavar, até encontrar outros e realizar uma série de testes e exames de datação, até anunciar a descoberta.
"Os trabalhos continuam nesta gruta. Cientistas esperam encontrar outros vestígios que lhes permitam apoiar seus estudos e melhor compreender a evolução da humanidade e o aparecimento do homem moderno", informou em comunicado a Universidade de Tel-Aviv.

6 de setembro de 2010

Escavação em Pains revela descoberta de dois sepultamentos indígenas de 8 mil anos

Enviado por:Fernanda Macedo.




CIDADES - PAINS
Divulgação MAC

O Município de Pains conhecido pela diversidade de cavernas e um número impressionante de sítios arqueológicos está passando por mais um momento histórico. O Museu Arqueológico do Carste do Alto São Francisco (MAC) está realizando sua primeira escavação oficial. O trabalho revelou a descoberta de dois sepultamentos indígenas, que pode ter de 3 a 8 mil anos, o que o será apurado no laboratório. 


Divulgação MAC





A equipe coordenada pelo Curador do MAC e doutorando pela Universidade de São Paulo (USP), Gilmar Henriques Pinheiro Júnior, mais dois arqueólogos também pela USP, um doutorando e uma mestre além de uma acadêmica em história pela Fundação Educacional de Divinópolis (FUNEDI) e um auxiliar de pesquisas do MAC já retirou um dos achados, que foi levado para o Museu Arqueológico onde será preparado para compor o acervo. 






De acordo com Henriques, o sítio arqueológico que estava sendo tragado devido ao impacto de uma dolina, parece ter sido usado como ritual de sepultamento triplo. "É impressionante como se vê nitidamente o corpo deitado", explica o arqueólogo que pesquisa a região há mais de dez anos.

Os trabalhos de retirada devem durar pelos próximos quatro dias. 



*Elaine Martins

Fonte:ASSCOM - Pains

Fábio Luis Bondezan da Costa
Biólogo - UFMG
Mestre em Ensino de Biologia - PUC Minas